Arquivos do mês "junho 2009"



23 jun 2009

Porque você seguiria uma marca?

Para que fique mais claro o que vou dizer a seguir, entenda por marca, empresas, produtos e personalidades que consumimos de alguma maneira.

O assunto deste post teve origem durante uma conversa com minha amiga e mentora Luciana Gonçalves e meu sócio Carlos Maiello, chegamos à conclusão que um recente fenômeno da internet criou um novo estágio da relação entre cliente e marca. Que Griffin e Oliver nos desculpem pela ousadia, mas acredito que esse novo estágio completa o conceito e leva essa relação ao estado da arte. Esse novo estágio é o dos consumidores seguidores.

O surgimento dos seguidores só foi possível recentemente com o aparecimento de algumas tecnologias na internet. Os Blogs, micro-blogs e redes sociais, estão permitindo que as marcas se relacionem com seu consumidor de uma forma nunca antes imaginada. Da sua origem, quando essas tecnologias eram usadas apenas como entretenimento, herdaram o linguajar mais informal e a maneira mais humanizada de comunicação, além de sua mais poderosa característica que é a comunicação bidirecional.

As marcas viram nessas características uma maneira de estreitar ainda mais a relação com seus consumidores e passou a ter condições de oferecer informações de uma maneira mais simples e com velocidade quase igual à de sua criação. Em contrapartida o consumidor ganhou a liberdade para interagir com as marcas expondo sua opinião, criticas e sugestões e também conhecer o que os outros consumidores da mesma marca pensam. Essa nova possibilidade de acompanhar e interagir com suas marcas transformou o consumidor em mais que um defensor, surge ai o consumidor seguidor.

Essa nova categoria de consumidor não só defende suas marcas prediletas, mas também faz questão de estar atualizado sobre tudo que sua marca está fazendo, como está evoluindo, qual sua posição sobre os últimos acontecimentos, consome não só a marca mais também toda essa informação oferecida num fluxo constante e as utiliza para convencer outras pessoas de que aquelas marcas são merecedoras de paixão.

As marcas que enxergaram essa nova tecnologia e o surgimento dessa nova categoria de consumidor estão na vanguarda, restam às outras agora as seguirem e correr atrás do prejuízo.

Reflita sobre a pergunta que é o titulo desse post, e sinta-se livre para comentar. E vá além compartilhe conosco as marcas que você defende e segue e conte-nos a história que te levou a esse nível de relacionamento com essa marca, com esse exercício vamos chegar com certeza em muitos dos porquês que nos levam a seguir uma marca.

É lógico, esse post não ficaria completo se eu não desse a minha resposta a pergunta. Eu sou fiel a marca que me entrega o que me promete; eu defendo a marca que me surpreende, geralmente entregando mais do que promete; eu sigo uma marca que tem valores parecidos com os meus.

17 jun 2009

O sexto sentido é digital

Pra falar a verdade, quando recebemos a tarefa de criar o site da artista plástica Sueli Dabus, nem tivemos tal pretensão. E foi exatamente esse o segredo: a apresentação da obra da maneira mais prática possível. Cada quadro e cada gesto do ato de criar falam por si, com um discurso impregnado em cada detalhe material.

Felizmente, os recursos multimídia têm o dom de reproduzir detalhes materiais com absoluta fidelidade. É essa capacidade fantástica que resolvemos explorar neste trabalho, transformando o site em um verdadeiro ateliê digital. Uma navegação é capaz de mostrar cada fio tecido na tela de pintura por meio de poderosas ferramentas de zoom.

A textura da tinta, a curva da escultura, o movimento da imagem que segue o instinto das mãos sincronizadas… tudo conduz a sensações com o maior potencial de realidade possível. Realidade virtual, sentido digital. Com a leveza que marca as obras de Sueli Dabus, cada pixel da tela ganhou um papel de extrema importância para obtermos o efeito desejado. Mais ou menos como costuma acontecer aqui quando trabalhamos em equipe (leia-se: sempre).

Durante todo o processo, vimos que nosso papel ia além de viabilizar a exposição das obras de uma cliente. Lembramos de um ensaio muito antigo, escrito pelo francês Walter Benjamin, em 1936. Chama-se “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”. Tá, parece complicado, e é. Na época da faculdade, era mais ainda. Mas, hoje, a vivência do mercado torna os conceitos menos distantes.

Então, a gente explica. É mais ou menos assim: Se antes a obra de arte tinha uma certa “aura” presencial, limitando o número de pessoas com acesso a ela, digamos que as tecnologias do mundo moderno permitiram uma maior democratização. Com os novos formatos, não faz mais sentido diferenciar original e cópia. E isso não aprisiona, muito pelo contrário: liberta a arte para novas possibilidades, desde que as características do “original” sejam conservadas.

Felizmente, conservamos os orginais, atingimos o objetivo da Sueli, cumprimos nosso papel social e chegamos a um resultado surpreendente, inclusive para nós. Faça um tour pelo site, explore, desenvolva seu sexto sentido digital. É um jeito de olhar somente seu. Vale a pena conferir e se reconhecer!

15 jun 2009

Processo criativo no Aeroclube

Quando descobri que iria participar do desenvolvimento do site do Aeroclube, tudo isso me veio à mente.

O site deveria transmitir não apenas um pouco do charme do final da primeira metade do século passado e toda a importancia histórica e cultural que é inerente à instituição. Deveria representar também aquele sentimento de admiração inocente com a possibilidade de voar que eu sentia quando era criança.

Este projeto também trazia alguns desafios técnicos, tais como uma grande quantidade de informações que deveria ser anexada ao conceito que já estávamos começando a idelizar, porém sem deixar o site monótono e cansativo.

A solução veio ao tentamos levar o visitante do site acima das nuvens, para que ele desde o inicio sentisse como se estivesse voando. Também utilizamos tons de cores levemente envelhecidos nas nuvens para fazer uma sutil referencia à história do aeroclube e ilustrações “simpáticas” para destacar as áreas de maior relevância do site, e assim deixar a sua navegação simples e intuitiva.

As páginas internas deveriam seguir os mesmos conceitos já descritos, e para facilitar a navegação e auxiliar o usuário naquele mar de informações, fizemos uma proposta de reestruturação dos itens de menu, adicionamos sub-menus de acesso rápido e os “Bread Crumbs”, pequena descrição do caminho que o visitante percorreu para chegar na página interna que ele se encontra.

Para fechar o projeto entramos com a parte tecnológica do site, que levou a interação do usuário além da navegação do site em si, através da variação do visual do site de acordo com o horário que ele acessa.

Outro ponto que merece destaque é a área onde os clientes do aeroclube podem deixar a sua manifestação na forma de depoimentos sobre seus voos com textos, fotos e videos, dando assim mais vida ao projeto.

12 jun 2009

Equipe BlueEye no Falando em JAVA 2009

Puxa-saquismo (olha o neologismo) a parte, gostaria de comentar um pouco sobre o evento realizado no dia 24/05 em São Paulo no qual todos os amigos/colaboradores da equipe de desenvolvimento participaram.

Pelo 3° ano consecutivo a Caelum organizou um dia de palestras onde o intuito foi comentar sobre a tecnologia JAVA e suas tendências - JRuby, VRaptor e Arquitetura JAVA em geral (um prato cheio para os hard developers).

Dentre as diversas palestras que ocorreram ao longo do dia, duas me chamaram muito a atenção e foram ministradas por (Doc.) Jim Webber (http://jim.webber.name/).  O assunto principal de ambas foi SOA (buzz subject no mundo de TI) e o uso da Internet como MiddleWare.

Lendo um pouco o material do Jim, cheguei a conclusão de que a abordagem feita em minha monografia de graduação (http://www.scribd.com/share/upload/12601325/1q774whzv4j1xtkkm6lu) foi totalmente teórica e fora da linha proposta por srs. como Martin Fowler e o próprio Jim, instigando-me a estudar um pouco mais sobre o assunto (Mestrado a vista???).

Quanto as outras palestras, senti que o ar técnico rondou fortemente sobre os assuntos e tal fato me rendeu um certo desinteresse. No entanto,fazendo um balanço geral valeu muito a pena o gélido domingo passado nos ares nipônicos da grande capital.

Para finalizar esse primeiro post uma bela foto de toda equipe BlueEye ao final do evento.

Participação no

Um forte abraço a todos e até uma próxima.

“Blue O quê?? BlueEye – Ampliando Resultados de forma criativa, interativa e inteligente”

10 jun 2009

Vídeo do Olhar Verde exposto no Poupatempo