
Você joga tênis e quase não acreditou? Você só assiste os jogos pela tv e ficou feliz? Você é bauruense e ficou orgulhoso? Todos vocês têm razão!
Bauru foi escolhida para ser a casa do Brasil durante a Copa Davis de Tênis, que será realizada entre os dias 7 e 9 de maio no BTC. Uma grande conquista para a cidade!
Mas afinal, o que é a Copa Davis?
A Copa Davis é um evento internacional e reúne vários times de diversos países. É considerada a maior competição por equipes da modalidade.
O Brasil não tem muita tradição nesta competição. O auge do nosso país foi nos anos 90, quando tínhamos nomes como Gustavo Kuerten (o Guga) e Fernando Meligeni (o Fininho) em nossa safra de tenistas.
O importante é que, durante alguns dias, teremos o foco latino-americano do tênis na nossa cidade e poderemos ver Thomaz Bellucci, o melhor jogador do país em quadra. Aliás, ele influenciou na escolha de Bauru como sede, vencendo a disputa com São Paulo e Blumenau (SC). Bellucci prefere Bauru porque a cidade está localizada pouco acima do nível do mar, mesma condição na qual venceu 2 títulos, em Gstaad, na Suiça, e em Santiago, no Chile.
O prefeito de Bauru, Rodrigo Agostinho, prometeu uma cidade “respirando tênis” além da preparação de uma grande estrutura. Tudo isso para fazer de Bauru a capital do tênis, título que a cidade já mantém devido a grande quantidade de praticantes e o aparecimento de destaques históricos, como Júlio Góes, o Meca, Salim Achôa, Roberto Cardoso, Celso Sacomandi e os irmãos Cecília Joaquim e Renato Joaquim.
Foi esse cenário que me fez sentir atraído pelo esporte desde criança, começando pelo tênis de mesa e passando para o tênis de quadra. Jogo há quase três anos, um tempo considerado curto para exercício da modalidade, mas o suficiente pra me deixar ainda mais motivado. Afinal, o tênis é apaixonante, se torna um vício rapidamente, a cada “serviço”, “passada” ou “winner” você quer continuar jogando cada vez mais. O treino exige regularidade e muita dedicação, pois o esporte é difícil e muito pessoal: o maior adversário dos jogadores são eles mesmos.

No ano passado, participei de um Workshop no Sesc com o Fernando Meligeni (O Fininho). Joguei uma partida com ele e senti a qualidade de um jogador profissional, mas não esqueço da paralela que dei nele, quando até jogou a raquete no chão e disse brincando: “Jogador profissional não pode participar!”…rsrsrs…sobre o jogo…é LÓGICO que perdi!
Enfim, esperamos que este evento seja um “ACE” para o Brasil, e um “SMASH” para Bauru!
Se quiser conhecer melhor cada um desses termos para entender os jogos que vão agitar nossa cidade, sugiro esse Dicionário do Tênis. Ao longo da competição, você também acompanha nossos comentários aqui no BlueTalk!
E depois de tudo isso… que venha a Copa do Mundo!
Ednei Dalberto – gerente de projetos da Blue e tenista nas horas vagas!