Arquivos do mês "abril 2010"



20 abr 2010

Informática educacional em Bauru: mais perto do sonho

inclusao digital

O professor do século XXI precisa trabalhar em condições de igualdade com a concorrência – games, internet, mídias sociais e outras novidades que não param de surgir e a todo o momento disputam a atenção dos estudantes. Então, por que não usar as mesmas armas, aplicadas de maneira transversal nas diversas áreas do conhecimento e nos diferentes níveis de escolaridade?

Na última semana a Secretária da Educação de Bauru, Vera Casério, visitou a BlueEye e nos trouxe uma boa notícia. O projeto para implantação da INFORMÁTICA EDUCACIONAL nas escolas já está sendo avaliado pela Secretaria da Administração. Isso significa que, em breve, poderá será utilizada nas escolas como ferramenta de construção do conhecimento, integrada às demais disciplinas. O conceito da informática educacional ajuda a reforçar conteúdos e desperta o interesse para os temas trabalhados em sala de aula. “Não dá mais pra pensar uma escola sem isso”, destacou Vera.

O desafio é grande: para que aconteça uma real transformação nas formas de ensinar e aprender, há ainda muito trabalho pela frente. E as dificuldades não são poucas. Por exemplo: As escolas muito antigas não podem receber instalações complexas, pois a rede elétrica não foi configurada para isso. Os professores precisam de capacitação, os computadores precisam de manutenção… Enfim, são muito detalhes para se pensar, mas o importante é dar o primeiro passo!

Há apenas três meses na pasta, Vera encomendou um diagnóstico da rede municipal de ensino para identificar os problemas e iniciar o trabalho de reestruturação. Segundo ela, existe um plano de ação em andamento, que segue em permanente processo de construção. “Essa proposta não pode sair da minha cabeça, nem da minha equipe direta, mas sim de todos os funcionários da rede. Há muitas metas e ideias, mas ainda estamos estudando como viabilizar todas elas”, afirmou.

O diagnóstico avalia questões relativas à infraestrutura, administração, pessoal e proposta pedagógica das 70 instituições de ensino infantil e fundamental administradas pela SME. Enquanto isso, Vera conta que várias melhorias já estão sendo implementadas, como:

- Reforma e construção de novas escolas;

- Compra de mobiliário e material pedagógico;

- Uniforme e kit escolar garantido para os 22 mil alunos da rede;

- Investimentos em segurança;

- Transporte escolar com GPS;

- Cursos de aperfeiçoamento para os professores (como o nosso querido Olhar Verde, por exemplo);

- Parceria com o SESC para participação dos professores em eventos culturais;

- Projetos culturais para estudantes: a escola vai ao teatro, a escola vai ao cinema, apresentações de música clássica;

- Revisão do plano de cargos e salários para funcionários da rede.

Contamos com o sucesso dessas iniciativas e de tantas outras que podem marcar para sempre o futuro da nossa cidade. Como empresa privada, nos colocamos à disposição para contribuir com o que for preciso, sobretudo no que diz respeito à tão sonhada inclusão digital. Como dizia o grande Darcy Ribeiro, a gente não sabe como o mundo vai ser daqui a 30 anos, mas ainda dá tempo de interferir nos rumos da história… cada um fazendo a sua parte, acompanhando a política educacional da  comunidade, sonhando e agindo mais!

Os diretores da BlueEye, Júnior e Rodrigo, e a Secretária Municipal da Educação, Vera Casério

Os diretores da BlueEye, Júnior e Rodrigo, e a Secretária Municipal da Educação, Vera Casério

16 abr 2010

#OlharVerde: Já parou pra pensar no poder de uma horta?

horta

- Mãe, compra rabanete?

- Pra quê, menina? Você não vai comer isso!

- Vou sim mãe, eu gosto!

- Não gosta nada. Se eu comprar, vai acabar estragando.

- Mãe, eu já disse que vou comer!

- Tá bom, então leva. Quero só ver!

- Posso levar um maço de azedinha também?

(…)

O diálogo é real e aconteceu comigo quando eu tinha 8 anos. Ele prova que não há propaganda de suplemento vitamínico que supere uma boa educação. Vou explicar por quê.

Nessa semana aconteceu mais um encontro presencial do programa Olhar Verde, abrindo o mês de debate sobre hortas comunitárias. No caminho para o Ciesp, me lembrei de uma colheita de rabanetes e azedinhas na horta da minha escola. Cada aluno colheu pelo menos um rabanete e uma azedinha, depois de acompanhar o plantio e desenvolvimento durante vários dias. Depois, as cozinheiras prepararam uma super salada e serviram no recreio. Para todos nós, saborear aquela salada foi um momento mágico. Nenhuma outra ocasião faria crianças gostarem de vegetais considerados tão ruins por muitos adultos.

Naquela época, todas as escolas municipais da minha cidade (São José dos Campos) tinham uma horta. Mas uma onda de reformas exterminou todas elas. Em qualquer lugar, é cada vez mais difícil ter esse importante recurso pedagógico à disposição: para construí-lo, é preciso muita determinação e empenho. Felizmente, o encontro do Olhar Verde mostrou a professores de Bauru e Pederneiras que todo esforço vale a pena nessa empreitada. No próximo dia 28, eles também vão conhecer uma horta comunitária de verdade e participar de uma oficina para aprender a aplicar corretas técnicas de cultivo.

palestra-horta

Foi o engenheiro florestal Luiz Roberto Viccario, da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, que ministrou a palestra sobre assunto. Ele ressaltou as possibilidades de produzir frutas, legumes e verduras nas mais diversas condições e as vantagens da hidroponia, uma técnica que substitui a terra pela água no cultivo de diversos vegetais, modelo que está sendo utilizado em uma horta comunitária no distrito de Tibiriçá. Caio Passianoto, da CBC Ambiental, esteve presente e destacou o papel social do projeto. “Não é apenas uma fonte de renda, mas também um instrumento de transformação social, convivência e integração para o desenvolvimento local”, afirmou.

HIDROPONIA LEVOU O OLHAR VERDE PARA O NORDESTE

Durante a palestra, nós twitamos as abordagens mais legais do Viccario. A partir das postagens, tivemos a participação ilustre de André Tenório, que coordena projetos de terceiro setor no Nordeste e se interessou pela produção hidropônica de alimentos na região, já que o cultivo pela água independe da qualidade do solo para agricultura.

Pelo Twitter, ele perguntou como ter acesso aos dados relacionados à hidroponia lá no Recife, onde ele mora, e quais as maiores vantagens dessa técnica. A resposta era grande e não dava pra responder em 140 caracteres… então, a partir de agora as perguntas para as palestras poderão ser feitas pelo formspring e nós respondemos na hora. É simples: basta acessar a página http://formspring.me/olharverde, escrever sua pergunta e se identificar com o nome de usuário do Twitter. Em breve teremos mais recursos interativos para permitir a participação de cada vez mais pessoas. Valeu pelo toque, André!

14 abr 2010

Primo Mangialardo visita BlueEye

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Nesta terça-feira (13) recebemos a visita de Primo Alexandre Mangialardo, empresário do ramo de seguros, ex-vereador em Bauru e presidente do PSC (Partido Social Cristão). Ele veio com o assessor José Carlos Gomes da Silva para conhecer a nova sede da empresa e conversar sobre parcerias futuras, aproveitando o potencial da web para democratizar o acesso à informação e dar visibilidade a causas importantes na cidade. “O político da nova geração precisa ouvir mais e falar menos, e a internet é fundamental para dar voz às pessoas que querem ser ouvidas”, explicou o empresário, destacando também como o poder da comunicação ajudou a alavancar os projetos sociais dos quais já participou. Um bom exemplo é o Esquadrão da Vida, que trabalha com a recuperação de dependentes químicos, e o Conseg Sul (Conselho Comunitário de Segurança Sul Centro), que já rendeu a Primo o prêmio Franco Montoro de Participação Comunitária em 2002.

07 abr 2010

O jornalista na era do conteúdo relevante: temos o que comemorar!

Redes sociais, internet, propaganda interativa… Os recursos que garantem o sucesso das mídias digitais estão em pauta em todos os veículos de comunicação. Até aqui, o mercado navegou por múltiplas tecnologias, formatos e filosofias de trabalho, como a supremacia do desenho sobre o texto, por exemplo. Por muito tempo, a máxima “uma imagem vale mais do que mil palavras” roubou a cena entre os profissionais de marketing.

Nesse cenário, a figura do jornalista foi considerada a mais arcaica da história: “parou no tempo”, insistiu nas matérias mais completas, nas grandes reportagens. Em outras palavras, tentou continuar cumprindo o papel que lhe cabia: informar com foco no interesse público. Tentar dizer a leitores, telespectadores e ouvintes o que eles realmente queriam e precisavam saber.

Tudo bem, você pode dizer: Comunicação também é negócio e nem todos os profissionais são assim. Mas quem é jornalista conhece a luta diária para que essa missão seja cumprida diante dos prazos apertados e da pouca disponibilidade de recursos. São limitações que muitas vezes prejudicam não só a qualidade do produto final, mas também o ideal de vida que nos levou à escolha da profissão. Fizemos essa opção mesmo sabendo das condições adversas. E continuamos tentando cumprir o nosso papel, todos os dias.

jonalista locao

Para quem não desiste, como eu, aí vai uma boa notícia: Não somos mais incompreendidos. Nosso foco de trabalho ganhou outro nome e ocupou o centro das atenções. Hoje, a “informação de interesse público” é chamada de “conteúdo relevante”. Para o novo marketing, isso significa trabalhar sobre quatro pilares que garantem o retorno de audiência: engajamento, entretenimento, informação e prestação de serviço.

Alguma novidade? Esses quatro pilares sempre estiveram na nossa listinha de critérios de noticiabilidade, aquela análise subjetiva do que vale a pena entrar no jornal ou não. Alguns aprenderam esses critérios na faculdade, outros simplesmente o tinham arraigado na natureza de ser jornalista. Como o Google não indexa pixels ou bytes, mas sim palavras, nosso espaço está garantido no futuro da web: pena que muita gente ainda não sabe disso e insiste na auto-promoção, desinformativa, irrelevante. A máxima agora mudou: beleza atrai, conteúdo convence. Quem continuar “desprofissionalizando” seu conteúdo vai ficar pra trás.

Por tudo isso, neste Dia do Jornalista, parabenizo em nome da BlueEye o profissional que fornece a matéria-prima do nosso trabalho. Com design, tecnologia e arquitetura de informação, organizamos e distribuímos a informação. Sem ela, simplesmente não teríamos resultado efetivo em nenhum de nossos projetos.

Vida longa à nossa profissão… com orgulho, FELIZ DIA DO JORNALISTA!

06 abr 2010

Um pouco de história: Do Videotexto ao Stream Full HD

Você já se pegou desejando uma internet mais veloz? Na próxima vez que esse sentimento tomar conta de você, passe o mouse sobre o indicador de conexão local no canto inferior direito da sua barra de tarefas. Logo vai aparecer o número de bits que sua conexão é capaz de transferir por segundo. A unidade de medida pode estar em:

- Kbps (Kilobits por segundo)

- Mbps (Megabits por segundo, ou seja, 1024 Kbps)

- Gbps (Gigabits por segundo, ou seja, 1024 Mbps)

Seja qual for o número que você encontrar, neste momento levante as mãos para o céu e agradeça por ser um usuário da internet no século 21 e não na década de 80. Nessa época, a web propriamente dita ainda não existia, mas já era possível acessar dados à distância no Brasil por sistemas como o Videotexto da Telesp, em uma velocidade média de… 1,2 kbps!

Impaciência criativa

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Agora, tente se colocar no lugar do físico Tim Berners-Lee, que trabalhava em um laboratório de pesquisas nucleares na Suíça. Já devia estar no limite da paciência, coitado! Trabalhar em frente a um monitor de tela preta e letrinhas verdes, especialmente projetado para destruir sistemas oculares, esperando, esperando, esperando… 1kbps por segundo…

Qualquer um de nós teria surtado e detonado o computador com uma machadinha – já que a máquina ainda era pesada demais para ser jogada pela janela. Mas Lee, inconformado, resolveu agir e, no início de 1989, apresentou uma proposta para facilitar a navegação pela rede. Nascia a World Wide Web, que evoluiu rapidamente: logo ganhou uma interface gráfica e passou de um sistema hipertexto para um sistema de hipermídia completo.

Tecnologia a serviço

TV1Pouco a pouco, o aumento da banda também permitiu a transmissão de vídeos pela web. Assim, Willians Balan,  da TBR Produções, viu a possibilidade de expandir os negócios. “Na década de 90, já contávamos com a TV via satélite. No entanto, o tráfego de fitas VHS continuava vantajoso para as produtoras, pois era prático, apesar da qualidade de imagem inferior”, contou o empresário, em visita à BlueEye. Como a TBR tinha parceiros e negócios em várias partes do mundo, o processo de aprovação e fechamento dos vídeos era bastante demorado – as fitas eram enviadas aos clientes via Sedex.

Diante dessa realidade, a TBR criou um sistema de aprovação à distância, muito inovador para a época. Conforme a disponibilidade de tecnologia, os recursos do sistema também foram evoluindo, ao ponto de permitir que o cliente acompanhasse detalhes da produção por streaming (transmissão em tempo real via internet). “Uma vez, o presidente da Soletrol precisava aprovar um material com urgência, mas precisou viajar para o Japão. Não foi um problema, pois ele conseguiu sugerir as mudanças e acompanhar o fechamento do vídeo por lá mesmo”, recorda Willians.

Com o recurso disponível, a TBR também passou a oferecer o streaming como produto, desenvolvendo vários projetos de comunicação institucional, sistemas de educação à distância, TV’s corporativas, transmissão online de eventos, entre outros. “O desafio hoje é melhorar cada vez mais a qualidade de imagem, o que depende da disponibilidade da banda, pois não podemos limitar a audiência. Para isso, buscamos unir tecnologias de empresas parceiras”, ressalta.

Muito mais que uma mídia

Quando surgiu, o atual modelo de internet demorou a ser considerado um meio de comunicação, segundo Willians. Mas logo veio uma posição muito superior, o de mídia permanente: qualquer publicação na rede ganhava visibilidade 24 horas por dia. Hoje, graças ao recurso da interatividade, a web participa não só da exposição do produto, mas também da sua composição. Com isso, passa do status de mídia para ferramenta indispensável em qualquer atividade de negócio ou entretenimento.

“Não há outro veículo de comunicação capaz de assumir esse papel. Talvez a TV Digital, daqui há pelo menos 15 anos”, destaca Willians, lembrando que, nos Estados Unidos, a digitalização demorou 13 anos para acontecer – Quando o sinal analógico foi cortado, em 2009, 25 milhões de americanos ficaram sem TV. De qualquer maneira, ele acredita que o nível de interatividade da TV Digital fique bem abaixo do esperado, já que múltiplas opções encarecem o custo de produção e não haverá quem pague a mais por isso diante de uma internet com conteúdo audiovisual abundante e de qualidade.

O nosso diretor de projetos, Carlos Maiello Júnior, com Willians Cerozzi da TBR e Renato Cardoso, gerente comercial da Blue: parcerias com setores especializados de comunicação e tecnologia, assegurando a semelhança de filosofia e valores empresariais

O nosso diretor de projetos, Carlos Maiello Júnior, com Willians Balan da TBR e Renato Cardoso, gerente comercial da Blue: parcerias com setores especializados de comunicação e tecnologia, assegurando a semelhança de filosofia e valores empresariais