06 abr 2010
Um pouco de história: Do Videotexto ao Stream Full HD
Parceiro da BlueEye, Willians Cerozzi da TBR Produções fala sobre passado, presente e futuro da transmissão audiovisual pela internet
Você já se pegou desejando uma internet mais veloz? Na próxima vez que esse sentimento tomar conta de você, passe o mouse sobre o indicador de conexão local no canto inferior direito da sua barra de tarefas. Logo vai aparecer o número de bits que sua conexão é capaz de transferir por segundo. A unidade de medida pode estar em:
- Kbps (Kilobits por segundo)
- Mbps (Megabits por segundo, ou seja, 1024 Kbps)
- Gbps (Gigabits por segundo, ou seja, 1024 Mbps)
Seja qual for o número que você encontrar, neste momento levante as mãos para o céu e agradeça por ser um usuário da internet no século 21 e não na década de 80. Nessa época, a web propriamente dita ainda não existia, mas já era possível acessar dados à distância no Brasil por sistemas como o Videotexto da Telesp, em uma velocidade média de… 1,2 kbps!
Impaciência criativa

Agora, tente se colocar no lugar do físico Tim Berners-Lee, que trabalhava em um laboratório de pesquisas nucleares na Suíça. Já devia estar no limite da paciência, coitado! Trabalhar em frente a um monitor de tela preta e letrinhas verdes, especialmente projetado para destruir sistemas oculares, esperando, esperando, esperando… 1kbps por segundo…
Qualquer um de nós teria surtado e detonado o computador com uma machadinha – já que a máquina ainda era pesada demais para ser jogada pela janela. Mas Lee, inconformado, resolveu agir e, no início de 1989, apresentou uma proposta para facilitar a navegação pela rede. Nascia a World Wide Web, que evoluiu rapidamente: logo ganhou uma interface gráfica e passou de um sistema hipertexto para um sistema de hipermídia completo.
Tecnologia a serviço
Pouco a pouco, o aumento da banda também permitiu a transmissão de vídeos pela web. Assim, Willians Balan, da TBR Produções, viu a possibilidade de expandir os negócios. “Na década de 90, já contávamos com a TV via satélite. No entanto, o tráfego de fitas VHS continuava vantajoso para as produtoras, pois era prático, apesar da qualidade de imagem inferior”, contou o empresário, em visita à BlueEye. Como a TBR tinha parceiros e negócios em várias partes do mundo, o processo de aprovação e fechamento dos vídeos era bastante demorado – as fitas eram enviadas aos clientes via Sedex.
Diante dessa realidade, a TBR criou um sistema de aprovação à distância, muito inovador para a época. Conforme a disponibilidade de tecnologia, os recursos do sistema também foram evoluindo, ao ponto de permitir que o cliente acompanhasse detalhes da produção por streaming (transmissão em tempo real via internet). “Uma vez, o presidente da Soletrol precisava aprovar um material com urgência, mas precisou viajar para o Japão. Não foi um problema, pois ele conseguiu sugerir as mudanças e acompanhar o fechamento do vídeo por lá mesmo”, recorda Willians.
Com o recurso disponível, a TBR também passou a oferecer o streaming como produto, desenvolvendo vários projetos de comunicação institucional, sistemas de educação à distância, TV’s corporativas, transmissão online de eventos, entre outros. “O desafio hoje é melhorar cada vez mais a qualidade de imagem, o que depende da disponibilidade da banda, pois não podemos limitar a audiência. Para isso, buscamos unir tecnologias de empresas parceiras”, ressalta.
Muito mais que uma mídia
Quando surgiu, o atual modelo de internet demorou a ser considerado um meio de comunicação, segundo Willians. Mas logo veio uma posição muito superior, o de mídia permanente: qualquer publicação na rede ganhava visibilidade 24 horas por dia. Hoje, graças ao recurso da interatividade, a web participa não só da exposição do produto, mas também da sua composição. Com isso, passa do status de mídia para ferramenta indispensável em qualquer atividade de negócio ou entretenimento.
“Não há outro veículo de comunicação capaz de assumir esse papel. Talvez a TV Digital, daqui há pelo menos 15 anos”, destaca Willians, lembrando que, nos Estados Unidos, a digitalização demorou 13 anos para acontecer – Quando o sinal analógico foi cortado, em 2009, 25 milhões de americanos ficaram sem TV. De qualquer maneira, ele acredita que o nível de interatividade da TV Digital fique bem abaixo do esperado, já que múltiplas opções encarecem o custo de produção e não haverá quem pague a mais por isso diante de uma internet com conteúdo audiovisual abundante e de qualidade.

O nosso diretor de projetos, Carlos Maiello Júnior, com Willians Balan da TBR e Renato Cardoso, gerente comercial da Blue: parcerias com setores especializados de comunicação e tecnologia, assegurando a semelhança de filosofia e valores empresariais




[...] This post was mentioned on Twitter by BlueEye. BlueEye said: Um pouco de história: Do Videotexto ao Stream Full HD (http://bit.ly/aLGEWQ) [...]
1.Tweets that mention BlueTalk » Um pouco de história: Do Videotexto ao Stream Full HD -- Topsy.com - 06 abr 2010 at 13:00