Como a internet e a abundância de alternativas mudou os princípios do marketing no século XXI

Já parou para admirar a criatividade dos comerciais de bonecas? Tem aquelas que mamam de mentira. Vêm com uma mamadeirinha que faz o “leite” sumir, até parecer que o bebê tomou tudo. Uma graça. Outra tem um buraquinho pra fazer pipi, e acompanha o peniquinho. Se apertar o pezinho, a sem educação solta até barulho de pum. Lembram-se da Acqua Baby? Nasceu murcha, pra encher de água morna e simular o calor humano.

Seduzir as crianças parece fácil. Muitas vezes, é suficiente apresentar fantasias que alimentam a vontade de ser gente grande mantendo as cores, doces e cantigas da infância. À medida que a maturidade vai chegando – o que acontece cada vez mais cedo – a fórmula vai deixando de funcionar. O calor humano, o pipi e o leitinho voltam a ser apenas água. Menos ingênua e com o senso crítico aguçado, a ex-criança toma posse do poder de escolher e interferir na construção das marcas que vai consumir. Já não aceita mais ser ludibriada pela emoção.

Essa mudança de percepção própria da infância hoje acontece também na idade adulta dos novos consumidores. Antes da revolução social causada pela internet e pela abundância de alternativas que marca o século XXI, as pessoas eram vistas pela publicidade com o mesmo olhar que seduz os olhos da criança indefesa. Hoje, quem insiste nessa estratégia, inevitavelmente tende a perder o freguês.

A palavra de ordem é relacionamento. É conteúdo relevante. É engajamento. Com uma infinidade de opções, precisamos encontrar sentido naquilo que consumimos, e esse princípio costuma ser muito mais determinante do que as sensações e a utilidade do produto em si. O vídeo abaixo traduz, de uma maneira muito interessante, como se processou toda essa mudança. Assista, compreenda e se entenda nesse meio!