Fazer propaganda de mão única é jogar dinheiro fora. Ainda que o investimento seja zero, você verá sua marca perdendo valor.

“A comunicação de massa acabou”, sentenciou o diretor de comunicação da Coca-Cola, Marco Simões, durante o evento Digital Age 2.0, realizado em 2007. Três anos se passaram e a previsão está cada dia mais plausível.  Embora traga seus resultados, a propaganda no horário nobre da TV Globo não tem o mesmo peso de antigamente, exceto pelo trabalho das marcas que abraçam recursos interativos com ajuda da internet. Não há como negar: a palavra de ordem é RELACIONAMENTO, já que não basta apenas comunicar.

Pensando assim, não parece incoerente a infinidade de artigos sobre o assunto disponíveis na internet? Afinal, não há relacionamento sem naturalidade. Por que se disseminam tantas receitas supostamente milagrosas sobre uma questão que pressupõe fluência?

Na verdade, a maioria das idéias sobre mídias sociais registrada na web tenta promover uma reflexão sobre a importância dessa naturalidade em um mercado que possui a cultura da autopromoção tão arraigada nos projetos de comunicação e na postura de seus gestores. Nesse sentido, consideramos o CONTEÚDO RELEVANTE como princípio fundamental do relacionamento. Devemos despertar nas pessoas a identificação com nossos VALORES. É fundamental trabalhar com individualidades e, quando falamos em clientes e consumidores, o trabalho compreende entender o PERFIL DO MERCADO e tentar chegar até ele a partir do que temos de melhor. Não somos nós a vitrine dessas qualidades, mas sim a nossa REDE SOCIAL, quando bem articulada.

Agir com naturalidade, então, significa investir dinheiro em um projeto sem planejamento, sem métrica, sem medida de ROI (Retorno sobre o investimento), uma espécie de tiro no escuro, com fé? Definitivamente, não. Assista a esse vídeo e se convença de que, na era do “Socialnomics”, sua presença digital só será ineficiente por dois motivos: ou a estratégia escolhida é equivocada ou você preferiu resistir e acompanhar isso tudo do lado de fora.