17 jun 2009

O sexto sentido é digital

 

Pra falar a verdade, quando recebemos a tarefa de criar o site da artista plástica Sueli Dabus, nem tivemos tal pretensão. E foi exatamente esse o segredo: a apresentação da obra da maneira mais prática possível. Cada quadro e cada gesto do ato de criar falam por si, com um discurso impregnado em cada detalhe material.

Felizmente, os recursos multimídia têm o dom de reproduzir detalhes materiais com absoluta fidelidade. É essa capacidade fantástica que resolvemos explorar neste trabalho, transformando o site em um verdadeiro ateliê digital. Uma navegação é capaz de mostrar cada fio tecido na tela de pintura por meio de poderosas ferramentas de zoom.

A textura da tinta, a curva da escultura, o movimento da imagem que segue o instinto das mãos sincronizadas… tudo conduz a sensações com o maior potencial de realidade possível. Realidade virtual, sentido digital. Com a leveza que marca as obras de Sueli Dabus, cada pixel da tela ganhou um papel de extrema importância para obtermos o efeito desejado. Mais ou menos como costuma acontecer aqui quando trabalhamos em equipe (leia-se: sempre).

Durante todo o processo, vimos que nosso papel ia além de viabilizar a exposição das obras de uma cliente. Lembramos de um ensaio muito antigo, escrito pelo francês Walter Benjamin, em 1936. Chama-se “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”. Tá, parece complicado, e é. Na época da faculdade, era mais ainda. Mas, hoje, a vivência do mercado torna os conceitos menos distantes.

Então, a gente explica. É mais ou menos assim: Se antes a obra de arte tinha uma certa “aura” presencial, limitando o número de pessoas com acesso a ela, digamos que as tecnologias do mundo moderno permitiram uma maior democratização. Com os novos formatos, não faz mais sentido diferenciar original e cópia. E isso não aprisiona, muito pelo contrário: liberta a arte para novas possibilidades, desde que as características do “original” sejam conservadas.

Felizmente, conservamos os orginais, atingimos o objetivo da Sueli, cumprimos nosso papel social e chegamos a um resultado surpreendente, inclusive para nós. Faça um tour pelo site, explore, desenvolva seu sexto sentido digital. É um jeito de olhar somente seu. Vale a pena conferir e se reconhecer!

10 jun 2009

Vídeo do Olhar Verde exposto no Poupatempo

 

09 jun 2009

E voa um sonho no horizonte…

 

Página Inicial

Ainda que indiretamente, esse projeto nos aproximou de pessoas admiráveis que já passaram pelo Aeroclube – uma área ilimitada, se considerarmos o céu. Ilimitado como os sonhos de Ozires Silva, que acabou criando a Embraer, uma das maiores empresas aeronáuticas do mundo. Ilimitado como as fronteiras de Marcos Pontes, que chegou ao Espaço.

Todos eles, um dia embarcaram nos aeroplanos da capital do voo à vela. E nós, que agora participamos disso tudo… Até onde podemos chegar?

E o sonho acompanha o pôr-do-sol…

Página Inicial - Tarde

Voamos e ampliamos a percepção dos nossos sonhos. Mas há o tempo de voltar à terra firme para que eles se tornem realidade, e aí o trabalho é árduo. Assim tocamos os dias… A criação, nas nuvens… A aplicabilidade, com o pé no chão… A vontade de crescer, aprender, se superar: sempre ILIMITADA. Mais do que nunca, nos deixamos levar por qualquer corrente de ar que permita fazer um bom trabalho e alçar novos voos.

Definitivamente, não há nada melhor do que um processo de trabalho no qual podemos descobrir mais sobre nós mesmos, nosso potencial e nossa capacidade de ir sempre mais longe. Registro aqui um agradecimento especial a todo o pessoal do Aeroclube que nos deu essa oportunidade e a todos os personagens históricos que marcaram esse capítulo deliciosamente interminável, entre tantos outros capítulos que consagram Bauru como “Cidade Sem Limites”. Muito obrigado, em nome de toda a equipe Blueeye!


PS: Se você acessar o site do Aeroclube agora, experimente voltar também em outros momentos do dia, da tarde, da noite… Visite e saberá por quê!